“Champagne per brindare a un encontro...”

O brinde é um costume difundido em todo o mundo, com raízes na antiguidade. O tilintar taças teria se originado na Grécia, segundo uma lenda, mas outra versão conta que o brinde teria surgido durante os acordos de paz entre impérios. O mediador do acordo deveria se levantar proclamar sua conclusão e tomar o primeiro gole da bebida para mostrar que ela não estava envenenada e, dessa forma, demonstrar a boa vontade entre as partes.

Costume vindo dos deuses ou não, o ato de brindar está presente em diversas culturas, brindar é um ato de celebração da paz.

Na hora do brinde cada povo tem sua maneira de se expressar, por exemplo, o alemão diz prost enquanto os que falam a língua castelhana dizem salud ; os da inglesa cheers, já os franceses santé, os gregos saúdam com steniyasas, os holandeses proost, os suíços skäl, os italianos salute, em japonês kampai , em árabe fii sihatak e nós brasileiros saúde ou tim-tim.

Ao oferecer um brinde é importante se certificar que todos estão com seus copos cheios e por o copo à mesa sem beber é considerado deselegante e sugere que a pessoa não compartilha do que foi oferecido no brinde, mesmo que não bebe deve tomar um pequeno gole em sinal de respeito. O brinde, tradicionalmente, é feito com bebida alcoólica, mas é perfeitamente aceitável brindar com água, mas brindar com copo vazio é visto por muitos como algo rude ou sinônimo de má sorte.

Por esses dias eu em um restaurante vi uma cena que me fez pensar no que acabo de escrever: em uma mesa longa com muitos convidados foi feito o tradicional brinde e um casal sentado bem a minha frente tomou os copos e brindaram sem se olharem cada um virando o rosto para o além, como quem o fizesse automatizado, alienados, sem motivação, sem emoção e o pior numa total falta de sintonia e, sem dúvida, um desrespeito com os demais.

Esses pequenos atos que somados a tantos outros é que nos faz refletir o quão distante as pessoas estão, mesmo estando uma do lado da outra, mas sem o elo importante do amor que deva ser ao máximo compartilhado.

 “Ma io, io devo festeggiare, la fine di un amore... Cameriere, champagne...”.

* William Gebrim Júnior, Médico desde dezembro de 1975, professor e radialista desde abril de 1970.
Share on Google Plus
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 comentários:

Postar um comentário

A moderação de comentários foi ativada. Todos os comentários devem ser aprovados pela Editoria do Jornalismo.